CAFU

Nada mais certeiro do que fazer a entrevista do ESPORTE(ponto final) com Cafu no Jardim Irene.
Logo na entrada da fundação que leva seu nome, o astral já se revela – criançada correndo e se divertindo por todo lado.
Ao passar pela porta, chegamos na quadra de futsal, onde uma bola me esperava de canto. Começo uma embaixadinha discreta e imediatamente um funcionário da fundação me desafia para um gol a gol. Não tem como recusar.
Jogar uma bola antes de entrevistar um dos maiores laterais de todos os tempos é bom para aquecer.

Cafu chega logo em seguida, cara de sono. Pede um tempinho para nossa equipe para atender alguns possíveis patrocinadores do projeto, antes de entrar novamente na sala onde nosso set está armado.
Conversamos rapidamente sobre as dificuldades de encontrar bons patrocinadores. Até um pentacampeão do esporte mais popular do país tem que rebolar para fazer um bom trabalho no terceiro setor, tentando melhorar as oportunidades de gente que tem que rebolar todo dia para viver.

Eu tinha 98% de certeza de que a hora que fizesse a pergunta sobre o maior momento que o capitão tinha vivido no esporte, a camisa “100% Jardim Irene” estaria em alguma parte da resposta e assim foi.

No entanto, as surpresas da entrevista estavam reservadas para os momentos em que Cafu escolheu seu maior parceiro no futebol e elegeu o maior momento que viu o esporte viver como espectador. Em ambas respostas Cafu volta às raízes, lembra de tempos em que não era tão conhecido, em que estava distante de erguer a taça da Copa do Mundo.

Entrevistar Cafu e falar sobre futebol é muito bom, quase inevitável. Mas ouvi-lo falar sobre outros esportes é melhor ainda.

CAFU