EVAIR “O MATADOR”

Você não deve ter visto muitas entrevistas com Evair. Entrevistar um matador profissional não é fácil. Os caras não são de falar muito. Nem de ficar revelando seus segredos e intimidades.

Foi no mínimo interessante, quando no meio da entrevista, ele contou de bate pronto como batia pênaltis, uma de suas especialidades. Quando corria para bola, o canto já estava definido e era sempre o mesmo. Daí, se o goleiro se mexia era só mudar. Tranqüilo.

O papo é longo e Evair repete várias vezes como foi empolgante ver a equipe brasileira de basquete chegar nos alojamentos depois de ganhar dos EUA no Pan de 1987. Diz que nunca esqueceu da imagem do Oscar mostrando a camisa da seleção ao entrar na vila. E que isso foi essencial para acender o time de futebol do Brasil, que dias mais tarde, também seria medalha de ouro com um gol dele na final.

Em um trecho que não entrou na edição final, Evair falou que teve bons parceiros em campo como Edmundo e Caniggia, mas que o maior de todos tinha sido João Paulo no Guarani. Isto também é coisa de matadores profissionais – eles não esquecem de nada.

EVAIR “O MATADOR”