GIOVANE GÁVIO

Giovane adora refletir e ponderar sobre as coisas. E você vê que ele está fazendo toda esta reflexão em tempo real, ali na sua frente, nada ensaiado.
Fala de um jeito único sobre os anos na seleção e surpreendentemente brilham mais os olhos ao falar de 2004 do que 92. Não é que não tenha orgulho de 92, longe disso, mas descobriu no período que culminou em Atenas um jeito novo de entender o seu papel no mundo.

Ele fala sobre o jogo com a mesma entrega com a qual jogava, talvez porque tenha entendido durante os anos nas quadras, que o esporte vai muito além de levar o físico ao limite, da disputa por ser titular, de saltar mais alto, ações que são fundamentais no cotidiano de qualquer atleta de alto rendimento, mas que não encerram o que a vida esportiva tem a oferecer.

Giovane parece realizado, porque é claro, figurou entre os melhores do vôlei, mas também, porque aprendeu a ser melhor através dele.

GIOVANE GÁVIO